sexta-feira, 19 de março de 2021

Um longo ano depois - ainda na pandemia



      Dia 18 de março de 2020 foi o meu último dia no trabalho presencial desde o início da pandemia e o último dia em que a Anna Júlia foi pra escola. Eu ainda me lembro do medo, do desconhecido e das incertezas que fecharam aquele dia.

     O que mudou em um ano? Bem, a situação do meu país diante da pandemia só piorou, e muito. Na data de ontem, 18.03.2021, o Brasil registrou 2.659 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa.

      O país está vivendo dias difíceis e os dias que virão serão ainda piores. Nem o meu exagerado otimismo sagitariano é capaz de sobreviver aos noticiários. A coisa está feia e a tendência é piorar!
Meu último ano foi trabalhando de casa. Eu comecei a escrever um diário para me lembrar dos acontecimentos de cada fase e para ter um registro meu desse momento.
Quem diria que a Jéssica, a louca pela História do mundo, também viveria um momento histórico?
     Então estou registrando o que é importante, claro, do meu ponto de vista. Os fatos políticos estarão para sempre registrados nos jornais, mas nos meus registros eu escrevo as minhas percepções de mundo, escrevo como eu vejo, porque os livros de História contarão os números de mortos e as perdas econômicas causadas pela pandemia.  

     Eu estou contando sobre o dia em que faltava álcool gel em todo lugar, como estou passando pelo isolamento social com uma criança, meu estilo de consumo que mudou, as noites de insônia e o choro escondido durante o banho. Eu conto sobre o medo de perder as pessoas que amo. O medo de ir ao mercado. O medo de precisar ir ao hospital.

     Se você sobreviveu ao ano zero da pandemia, parabéns. Continue cuidando de você e dos seus, mantenha a higiene, o distanciamento social e use máscara sempre. Seguindo essas regras você estará fazendo a sua parte e salvando vidas, e, todo dia é um belo dia para salvar vidas.

 

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