segunda-feira, 27 de março de 2017

Eu sinto muito


        O que podemos fazer quando não sabemos o que fazer?
       Essa pergunta está martelando em minha mente desde o dia em que vi um dos meus amigos passar por uma enorme dor e eu me descobrir impotente diante de tal circunstância. O que fazer quando achamos que não podemos fazer nada?
       Eu me perguntei isso sei lá quantas vezes nessa semana e, bem, não cheguei a uma conclusão muito satisfatória.
Mandar uma mensagem.
Um cartão.
Alguns chocolates.
Dar um abraço forte.
Dizer que estou aqui.
       Tudo muito clichê para alguém tão autêntica como eu. Sei lá. Vai ver que a vida está me tornando uma pessoa clichê ao me colocar nessas situações onde eu geralmente não sei como agir. É como ter dúvidas entre qual roupa escolher e optar pelo pretinho básico. Ah! Com um pretinho básico não tem erro!
       Dizer que eu “sinto muito” ou “se precisar pode me ligar!” é algo clichê, mas quando eu digo isso, realmente estou com o meu coração aos pedaços, doendo de verdade, e estou disposta a ajudar no que for preciso, mesmo que isso signifique conversar madrugada a fora, enxugar lágrimas e acolher alguém em um longo abraço.
       Eu tenho consciência que não sou boa em consolar as pessoas, mas sou boa em ouvir e talvez isso já seja algo reconfortante para alguém. Alguém que nos ouça sem nos julgar pode ser tudo o que precisamos num momento difícil. Deve ser por isso que tenho um blog.
       E então? O que podemos fazer por uma pessoa quando não podemos mudar o que ela está vivendo e sentindo? Nós podemos amá-las!
       Nesses momentos de desamparo, sentir que somos amados pode melhorar um pouco as coisas, nos dando a certeza de que não estamos sozinhos nesta caminhada. Podemos achar isso muito pouco, mas dar as mãos pra alguém pode ajudar esse alguém a se manter de pé e superar mais essa fase difícil da vida.

quinta-feira, 23 de março de 2017

De Volta aos Sonhos

     
      Eu começo esse post pedindo desculpas aos leitores do Sonhando com Mapas pela minha ausência nos últimos meses. Às vezes a vida não é muito fácil conosco, pelo menos não tão fácil quanto gostaríamos.
       Nesses meses eu estava reorganizando meus sentimentos e pensamentos. Eu fui do êxtase ao fundo do poço durante esse tempo. Sorri e chorei. E o mais importante: eu superei. 
       Sofri com uma depressão pós sonho realizado e logo depois do meu aniversário, Natal e Ano Novo decidi dar um tempo do blog pra me reorganizar. Eu não sabia como lidar com essa nova versão de mim e quais seriam as consequências dessa mudança.
      Desde que voltei da última viagem muitas coisas mudaram dentro de mim. Eu não consigo mais ser aquela Jéssica que entrou no avião para Nova Iorque no dia 11 de setembro. Nem aquela que chegou em Londres duvidando do próprio inglês. Muito menos daquela que andou pelas ruas de Berlim como se aquela fosse a sua cidade. Não. A Jéssica que voltou para São Paulo no dia 30 de setembro estava emocionalmente modificada, mais corajosa, mais forte, mais determinada e confiante.
      Eu amadureci bastante nesse tempo em que fui minha própria companhia e aprendi a escutar o meu coração. Dizem por aí que as respostas estão dentro de nós, mas os ruídos do dia a dia nos impedem de ouvir essas respostas… 
       Durante algumas semanas foi incrível contar tudo o que as pessoas queriam saber sobre a viagem, até mesmo os mais indiscretamente curiosos que perguntavam se eu tinha beijado algum europeu, mas, com o tempo, a saudade daqueles dias começou a apertar. Essa viagem me mudou bastante e essa minha versão melhorada precisava de um tempo a sós para se descobrir.
        É. Mudei um pouco, mas continuo cheia de sonhos.
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