quinta-feira, 3 de novembro de 2016

As perguntas que mais ouvi sobre a viagem

         A maioria das pessoas não sabia da minha viagem até eu chegar em Londres e postar a primeira foto. Eu não estava "escondendo" isso das pessoas, mas o meu nível de estresse estava tão alto nas semanas anteriores à viagem que eu preferi não falar nada justamente pra evitar o bombardeio de perguntas e questionamentos naquele momento tão delicado e louco, mas depois que eu voltei todas essas perguntas e curiosidades estavam me esperando aqui. haha
         Decidi fazer esse post para responder as perguntas mais frequentes. Vamos lá? Se a sua dúvida não estiver aqui você pode deixar nos comentários!

        Se eu tive medo? Claro! Várias vezes! Imagine-se sozinho em outro país, que fala outra língua, num outro continente, onde você não conhece absolutamente ninguém. Posso contar uma coisa? Eu só senti medo quando eu ainda estava aqui, quando eu ainda estava pensando em como seria. Lá eu me senti realizada, me senti segura. Eu não tive medo nem de me perder, nada. Eu me senti parte daquela cidade.

        E o inglês? Assusta um pouco, mas só no início. Eu tenho algum conhecimento, também não fui pra Londres sem saber nada. Eu tive que parar o curso de inglês no início do ano, mas o que eu já tinha estudado me ajudou a sobreviver. Eu não consigo manter uma conversa em inglês, mas compreendo um pouco e isso já foi o suficiente pra que eu pudesse comprar ingressos, ir ao supermercado, farmácia, me locomover no transporte público, pedir alguma informação na rua.

        E alemão? Alemão já é outra história… assim que cheguei no aeroporto de Schönefeld e vi tudo escrito em alemão, bateu sim um mini desespero. Quando fui tentar comprar o ticket do metrô e não tinha dinheiro trocado, tive que voltar no aeroporto e foi o único momento em que realmente eu me senti perdida (não literalmente) e tive vontade de sentar e chorar. Eu já estava cansada, estava calor, o voo já tinha atrasado, eu já estava com fome e a máquina do ticket não aceitava cartão e nem a nota alta que eu tinha, ou seja, eu tive que trocar o dinheiro. Esse foi o pior momento, mas depois, mesmo estando tudo em alemão, eu consegui comprar coisas no supermercado, na farmácia, pegar ônibus e metrô. Aprendi que as coisas nem sempre são tão difíceis quanto parecem e no fim das contas eu já estava falando “Hallo” e “Danke” para as pessoas.
      É preciso ter coragem pra viajar sozinha? Gente, é preciso ter coragem pra viver! É muito cômodo continuar no mesmo emprego, fazendo tudo igual desde sempre, mas existe um mundo de coisas novas ali fora, sabia? Existem outras formas de viver, outros sabores de sorvete, outras marcas de batom. 
     Do que você tem medo? De se perder? Do idioma? Do avião? Eu também sinto medo, sou uma humana normal, mas eu escolhi ser corajosa. Eu escolhi arriscar. Eu escolhi experimentar. Muito se fala sobre arrependimentos da vida e as pessoas geralmente se arrependem de não ter feito isso ou aquilo quando tiveram oportunidade. Esse tipo de arrependimento eu não quero sentir. Eu quero chegar lá no final e pensar: Ainda bem que eu fui. Que boas lembranças eu tenho de tal coisa que eu fiz.
      É claro que eu gostaria de ter ido com alguém, mas um dia eu tive um "estalo" e entendi que eu não poderia ficar esperando uma companhia pra ir a Londres pois talvez essa companhia nunca chegasse. E eu não posso deixar a realização dos meus sonhos nas mãos de outras pessoas. São os meus sonhos.

     Se comprei muitas coisas? Só o suficiente. Desde o início eu coloquei como meta usar o meu dinheiro para “viver” experiências e não para “ter” coisas. Eu estava disposta a deixar de comprar bens materiais como roupas, sapatos, maquiagens, para gastar com ingressos e experiências. Claro que comprei coisas, mas esse não foi o foco da viagem. Eu poderia comprar um belo souvenir no formato da London Eye, mas eu escolhi comprar um ingresso para dar uma volta na roda-gigante. Na verdade só quando eu cheguei em casa e desfiz a mala é que eu percebi que não tinha comprado quase nenhum souvenir. E na verdade isso nem importa. O souvenir pode se perder, ser que brado ou roubado, mas as experiências estarão para sempre na nossa memória.

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