terça-feira, 22 de novembro de 2016

Chegando em Londres - Hostel, Metrô e Táxi

 
       Cheguei em Londres, no terminal 3 do Heathrow Airport, lá pelas 7h20 da manhã (horário de Londres) do dia 13 de setembro. Escolhi o Heathrow porque ele é o aeroporto mais "dentro" da cidade, logo, é o mais perto. A linha Piccadilly do metrô vai até ele e metrô é vida, né? #ficaadica
      Passei pela imigração e foi super tranquilo. Fiquei bem menos tensa do que na imigração americana.
        Peguei a mala na esteira e fui tentar comprar o SimCard, mas o valor era £30 e eu precisava colocar uma nota de £20 e outra de £10. Eu só tinha de £50. Tentei o cartão de crédito. Desisti. Não deu certo. Fui então em direção ao metrô, mas antes disso parei na Boots e comprei um lanche.
         Segui as orientações do blog Londres para Principiantes e fui comprar o meu Oyster Card na máquina. Foi realmente fácil e eu paguei no cartão de crédito. Fui para a plataforma do terminal 3 esperar o metrô mais famoso do mundo. Peguei a linha Piccadilly sentido Cockfosters e desci na estação Piccadilly Circus. Lá eu peguei a linha Bakerloo até a estação Elephant and Castle, que era a estação mais próxima ao hostel e de lá eu fui para o hostel de táxi. Tive que perguntar, pedir informação e me indicaram o ponto de táxi. Yeahhh!
        Paguei £6 pela corrida. Chegando lá fui super bem recebida, tomei um banho e fui comer meu lanche, o almoço do dia. Deitei e passei a tarde toda jogada na cama, com as pernas doendo da viagem e principalmente por causa das andanças durante a conexão em Nova Iorque. No final da tarde eu fui ao mercado comprar algo para jantar e conheci um pouco da rua, algumas lojas.
       Fiquei no hostel "Casa Mirian", um hostel com todo o jeitinho de uma casa de Londres. Os donos são a Mirian e o Ernesto. Eles são brasileiros e esse foi um dos motivos que me levaram até lá, além da localização excelente bem próxima aos principais pontos turísticos e dos comentários positivos que li na fanpage e no site Tripadvisor.
          Essa foi a primeira vez que fiquei em um hostel, num quarto compartilhado com mais três pessoas e apesar da preocupação de "será que vai dar certo?", eu gostei da experiência. Conheci pessoas do Japão, Chile, França, Peru, Brasil e fiz novas amizades. Esse contato com pessoas de culturas tão diversas foi incrível.
          Quando eu fui embora, agora com 2 malas + bagagem de mão + bolsa, contratei um táxi pra me buscar no hostel e me levar ao terminal 3 do Heathrow. O Matheus foi super pontual e recomendo muito o trabalho dele, que conheci através do grupo Táxi brasileiro em Londres, no facebook.
         Quando você for pra Londres, fique com essas dicas!






segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Science Museum em Londres

        No mesmo dia chuvoso em que conheci o Museu de História Natural, aproveitei para conhecer também o Science Museum que fica a poucos passos dali e abriga mais de 300.000 objetos que formam as coleções de ciência, tecnologia, indústria e medicina mais completas do mundo. 
        As exposições do museu estão divididas por áreas de conhecimento e incluem diversos campos, desde o início da informática até a evolução da medicina, passando pela história das viagens espaciais e o avanço das telecomunicações.
       Esse museu estava na lista dos lugares que “eu tinha que conhecer” e eu conheci. Esse museu também tem entrada gratuita.









terça-feira, 8 de novembro de 2016

Museu de História Natural de Londres

       O Museu de História Natural de Londres estava na lista dos lugares que eu “tinha que conhecer” e como o meu segundo dia em Londres amanheceu chuvoso, era o dia perfeito para esse programa. Ele foi fundado em 1881 e é um dos principais museus de Londres, abrigando itens diversos de Botânica, Entomologia, Mineralogia, Paleontologia e Zoologia. 
       Esse é, sem dúvida alguma, o museu mais bonito que eu já conheci, tanto por fora e quanto por dentro. A riqueza de detalhes dessa construção é algo incrível e que me impressionou demais.
        O museu é maravilhoso e a entrada é gratuita.
        








quinta-feira, 3 de novembro de 2016

As perguntas que mais ouvi sobre a viagem

         A maioria das pessoas não sabia da minha viagem até eu chegar em Londres e postar a primeira foto. Eu não estava "escondendo" isso das pessoas, mas o meu nível de estresse estava tão alto nas semanas anteriores à viagem que eu preferi não falar nada justamente pra evitar o bombardeio de perguntas e questionamentos naquele momento tão delicado e louco, mas depois que eu voltei todas essas perguntas e curiosidades estavam me esperando aqui. haha
         Decidi fazer esse post para responder as perguntas mais frequentes. Vamos lá? Se a sua dúvida não estiver aqui você pode deixar nos comentários!

        Se eu tive medo? Claro! Várias vezes! Imagine-se sozinho em outro país, que fala outra língua, num outro continente, onde você não conhece absolutamente ninguém. Posso contar uma coisa? Eu só senti medo quando eu ainda estava aqui, quando eu ainda estava pensando em como seria. Lá eu me senti realizada, me senti segura. Eu não tive medo nem de me perder, nada. Eu me senti parte daquela cidade.

        E o inglês? Assusta um pouco, mas só no início. Eu tenho algum conhecimento, também não fui pra Londres sem saber nada. Eu tive que parar o curso de inglês no início do ano, mas o que eu já tinha estudado me ajudou a sobreviver. Eu não consigo manter uma conversa em inglês, mas compreendo um pouco e isso já foi o suficiente pra que eu pudesse comprar ingressos, ir ao supermercado, farmácia, me locomover no transporte público, pedir alguma informação na rua.

        E alemão? Alemão já é outra história… assim que cheguei no aeroporto de Schönefeld e vi tudo escrito em alemão, bateu sim um mini desespero. Quando fui tentar comprar o ticket do metrô e não tinha dinheiro trocado, tive que voltar no aeroporto e foi o único momento em que realmente eu me senti perdida (não literalmente) e tive vontade de sentar e chorar. Eu já estava cansada, estava calor, o voo já tinha atrasado, eu já estava com fome e a máquina do ticket não aceitava cartão e nem a nota alta que eu tinha, ou seja, eu tive que trocar o dinheiro. Esse foi o pior momento, mas depois, mesmo estando tudo em alemão, eu consegui comprar coisas no supermercado, na farmácia, pegar ônibus e metrô. Aprendi que as coisas nem sempre são tão difíceis quanto parecem e no fim das contas eu já estava falando “Hallo” e “Danke” para as pessoas.
      É preciso ter coragem pra viajar sozinha? Gente, é preciso ter coragem pra viver! É muito cômodo continuar no mesmo emprego, fazendo tudo igual desde sempre, mas existe um mundo de coisas novas ali fora, sabia? Existem outras formas de viver, outros sabores de sorvete, outras marcas de batom. 
     Do que você tem medo? De se perder? Do idioma? Do avião? Eu também sinto medo, sou uma humana normal, mas eu escolhi ser corajosa. Eu escolhi arriscar. Eu escolhi experimentar. Muito se fala sobre arrependimentos da vida e as pessoas geralmente se arrependem de não ter feito isso ou aquilo quando tiveram oportunidade. Esse tipo de arrependimento eu não quero sentir. Eu quero chegar lá no final e pensar: Ainda bem que eu fui. Que boas lembranças eu tenho de tal coisa que eu fiz.
      É claro que eu gostaria de ter ido com alguém, mas um dia eu tive um "estalo" e entendi que eu não poderia ficar esperando uma companhia pra ir a Londres pois talvez essa companhia nunca chegasse. E eu não posso deixar a realização dos meus sonhos nas mãos de outras pessoas. São os meus sonhos.

     Se comprei muitas coisas? Só o suficiente. Desde o início eu coloquei como meta usar o meu dinheiro para “viver” experiências e não para “ter” coisas. Eu estava disposta a deixar de comprar bens materiais como roupas, sapatos, maquiagens, para gastar com ingressos e experiências. Claro que comprei coisas, mas esse não foi o foco da viagem. Eu poderia comprar um belo souvenir no formato da London Eye, mas eu escolhi comprar um ingresso para dar uma volta na roda-gigante. Na verdade só quando eu cheguei em casa e desfiz a mala é que eu percebi que não tinha comprado quase nenhum souvenir. E na verdade isso nem importa. O souvenir pode se perder, ser que brado ou roubado, mas as experiências estarão para sempre na nossa memória.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

São os meus sonhos

          Faz tempo que não escrevo textinhos fofos, né? É que faz tempo que não tenho tempo de parar e pensar em coisas aleatórias. 
      Desde junho comecei a planejar loucamente essa viagem de férias e quando eu não estava trabalhando eu estava pensando em mil coisas que eu precisava resolver. Todos os dias eu abria o skyscanner para acompanhar o preço das passagens, o site da Confidence pra ver a cotação das moedas, e quando realmente decidi que “é agora ou nunca” isso tudo ficou muito mais intenso. Liga pra companhia aérea, imprime boleto, vai ao banco, vai no consulado em São Paulo, reserva hospedagem, compra cadeado de mala, vai ao médico pegar receita de remédios pra levar, vai pra fisioterapia, chora, pesquisa roteiros, pontos turísticos, pensa em desistir, arruma a mala, chora de novo. 
        São tantas coisas que precisam ser feitas antes de viajar que eu acabei me afastando um pouco do blog durante os dois meses anteriores e durante a viagem. A gente pensa que é só ter dinheiro e ir, mas é muito mais complexo que isso e como era a minha primeira viagem sozinha, a responsabilidade de tudo caiu sobre os meus ombros.
       Essa viagem foi muito importante pra mim. Ela foi a consolidação de todas as mudanças que vem acontecendo na minha vida durante os últimos quatro anos. Eu sempre morei em uma cidade pequena do interior, que nem shopping tinha, mas eu sempre admirei o mundo que eu via pela TV. Demorei pra ter um computador. Também demorei pra perceber que eu não queria viver aquelas mesmas coisas pra sempre, trabalhar e morar a vida toda no mesmo lugar. A primeira grande mudança da minha vida foi mudar de cidade. Depois mudei meu cabelo. Mudei minhas músicas preferidas. Mudei de ideia sobre isso tudo.   
      Muitas pessoas perguntaram se eu fui sozinha e a resposta é sim. Por que? Porque além de ser uma viagem relativamente cara, as pessoas geralmente não querem ir pra Londres. Eu entendi então que, ou eu tomava coragem e ia sozinha, ou eu iria ficar sonhando o resto da vida. Eu escolhi mais uma vez correr atrás dos meus sonhos. 
       Um dia eu tive um estalo e entendi que eu não poderia ficar esperando uma companhia pra ir a Londres pois talvez essa companhia nunca chegasse. E eu não posso deixar a realização dos meus sonhos nas mãos de outras pessoas. São os meus sonhos.
       Fui. 
       Está vendo essa foto? Eu sonhei todos os dias com esse cenário. Eu exatamente ali. À beira do rio Tâmisa, admirando cada detalhe do Palácio de Westminster, ouvindo o badalar do Big Ben, comendo algo bem londrino.
       Passei três semanas inesquecíveis fazendo só coisas que eu queria fazer, sem preocupações. Em alguns momentos deu saudade de casa, mas na maioria deles eu só queria viver Londres intensamente. Eu olhava para todos os lugares como se meus olhos pudessem absorver cada detalhe. Eu respirava fundo no intuito de que o cheiro de Londres preenchesse toda a capacidade dos meus pulmões. Eu queria me lembrar de absolutamente tudo. Eu estava completamente mergulhada em Londres. Eu estava tão feliz que dava até vontade de chorar. De felicidade.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Minha sessão de Fotos em Londres

  
         Vou iniciar esse post contando como tudo começou...
      Como essa viagem era a viagem da minha vida e eu estaria sozinha, decidi contratar uma fotógrafa para registrar um pouquinho dessa minha estadia na terra da rainha.
        Conheci o trabalho da Carla Costelini pela internet durante as pesquisas sobre Londres e fiquei completamente apaixonada pelo  trabalho dela. Eu queria ter aquelas lembranças também, eternizar essa viagem através de belas imagens e uma fotógrafa brasileira em Londres era o que eu precisava.
      Entrei em contato com a Carla por e-mail e agendamos um dia. Ela marcou um ponto de encontro e fomos para a região da London Eye, Big Ben e Westminster. O dia estava bonito, sem chuva, perfeito para uma sessão de fotos.
      A Carla foi me orientando e entre uma foto e outra conversamos bastante sobre Londres e sobre o quanto essa viagem significava pra mim. No final eu estava certa de ter feito a melhor escolha.
Vou deixar o link do site da  Carla Costelini  e algumas das minhas fotos.








quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Londres: Palácio de Buckingham e Green Park

   
        No meu primeiro dia oficial em Londres decidi sair com a Raiane, uma carioca que também estava no hostel. Foi bom encontrar alguém que falava português e nós viramos amigas de infância em dois dias haha
     Fomos ver a famosa troca da guarda que acontece no Palácio de Buckingham e em setembro aconteceu nos dias pares, às 11h30. Chegamos mais ou menos uma hora antes e conseguimos um lugar no lado esquerdo do palácio e "na grade". Não era nem de longe o melhor lugar, mas foi o que conseguimos, e assim, pude tirar boas fotos com a minha câmera super zoom.
     Como o lugar fica lotado de turistas, o policiamento também é intenso e os policiais orientam as pessoas a ficarem atentas aos pickpockets, os batedores de carteira. Algumas pessoas que estavam com malas tiveram que sair de perto da grade também por orientação dos policiais.

      A troca da guarda é uma tradição militar britânica, o momento em que um batalhão troca de turno com outro na proteção dos palácios reais. Essa cerimônia acabou se tornando uma atração turística e é realmente muito bonita de se ver.
     No final da cerimônia a banda toca algumas músicas, e não são só as marchas militares. É bem legal, mas nós saímos antes da música terminar. Estava muito calor e lotado.  Nesse dia eu já percebi o quanto a cidade toda é linda, não só os pontos turísticos. Cada detalhe, as grades, a arquitetura, até os postes de iluminação pública são charmosos.

     Ao lado do Palácio de Buckingham fica o Green Park, um dos belos parques de Londres. Voltei nessa região em um outro dia (quando não era dia da troca da guarda), tirei mais fotos do Palácio  e aproveitei para andar um pouco pelo Green Park, que como todos os outros, é lindo <3
Fiquem com algumas fotos lindas desses lugares lindo.




quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Um dia em Nova Iorque - parte 2: O Central Park

     Escrevi esse texto enquanto estava dentro do avião que me levaria para Londres, antes da decolagem. Finalmente tinha tirado os sapatos, um dos maiores prazeres da vida adulta.
       A primeira coisa que vi foram os bancos pintados de verde, iguais aos que sempre vi nos filmes que já assisti e que mostravam o Central Park. Cada banco tem uma plaquinha de metal e são dedicados a alguém. É lindo! O parque todo é bem cuidado.
Fui andando pelo parque, tirando fotos, encontrando pássaros, esquilos e ratinhos. Fotografei alguns deles.
       Cheguei lá por volta das 9 horas da manhã linda de Manhattan e às 10h30 eu já estava sentindo o cansaço bater, talvez pela noite mal dormida no avião. Talvez pela emoção. O dia estava realmente a cara do verão e tinha muita gente por lá apesar de ser uma segunda-feira.
      Quando deu 13h30 mais ou menos eu comecei a tentar sair de lá. Precisava sair pelo lado leste por causa do metrô, mas acabei saindo do lado oeste. Umas três vezes. Cadê a bússola que eu pensei que houvesse dentro de mim? É. Noção de direita e esquerda falha como a de qualquer canhoto.
Andei um pouco pelo lado de fora do parque e dei de cara com alguns pontos turísticos de Nova Iorque.

MUSEU AMERICANO DE HISTÓRIA NATURAL
Você já viu o filme "Uma Noite no Museu"? Ele foi filmado no Museu Americano de História Natural, que é um prédio imponente como um museu de história natural deve ser. Não entrei por falta de tempo, mas tirei algumas fotos externas.

FOOD TRUCK
Esses carros que vendem comida na rua estão espalhados por todo canto da cidade e os nova-iorquinos compram a comida e procuram algum banco em alguma sombra para fazer sua refeição. Eu comprei chicken wins and fries, asas de frango com batatas fritas. Coisas que só fazemos em viagens! Bem, isso era o que parecia mais com cara de comida porque todo o resto parecia lanche. E não, não comi nem um terço dessas batatas (não sou fã de batata frita, a diferentona).
Comprei meu almoço e me sentei em um dos bancos para meu almoço bem nova-iorquino.

ÔNIBUS ESCOLAR AMARELO
Gente, para tudo porque preciso dessa foto épica. Não sei vocês, mas eu não acreditava que todas as coisas que via nos filme s americanos era verdade, e esse ônibus amarelo é uma delas. Achei que era algo de "antigamente", dos filmes dos anos 90 (não tenho assistido muitos filmes ultimamente), mas é real.

O TÁXI AMARELO
A gente sempre vê nos filmes,  só que eu não imaginava que existiam tantos deles circulando. Vi mais táxis amarelos do que ônibus.
PORTAS FECHADAS
As lojas mantém as portas fechadas, assim como vemos nos filmes e bem diferente do Brasil onde a maioria das lojas mantém as portas escancaradamente abertas e as padarias nem tem portas.

POLÍCIA
Os policiais estão espalhados por todo lugar. Pelos lugares que andei (57th Avenue, Madison) eu percebi que os novaiorquinos vivem num ambiente que traz aquela sensação de segurança que eu não consigo sentir em nenhum lugar do Brasil, nem na cidade do interior onde sempre vivi. Depois que me mudei para São José dos Campos comecei a ir mais vezes sozinha para São Paulo, eu passei a andar olhando para todos os lados, pra trás, pra ficar atenta a tudo que parece suspeito, e em Nova Iorque, apesar do terrorismo ser uma sombra sobre a cidade, as pessoas andam tranquilamente pelas ruas com seus IPhones, falando ao celular, segurando seu copo de café. A violência da rua: assaltos, furtos, não parecem uma ameaça pra eles.
    Essas foram as minhas impressões sobre o pouquinho que eu vi de Nova Iorque. Vou terminar o post com algumas fotos no Central Park.












Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...