quinta-feira, 14 de julho de 2016

Derrubando os muros

...Continuação do post O muro de Berlim dentro de mim
      Agora nada mais parece impossível. Não existe mais nenhum muro que me separe do resto do mundo. Eu sinto que posso ir para qualquer lugar e quem me ajudou a ver isso e quebrar o último pedacinho desse muro foi um amigo alemão. Sim, eu conheci alguém que mora do outro lado do oceano, em um outro país, em um outro continente, com um outro fuso horário, outro idioma, outra cultura.
      Escolhi parar de olhar as diferenças e focar no que temos em comum. Decidi transformar os muros em pontes. Muros são prisões. Pontes são o caminho da liberdade.
      Eu comecei a  estudar inglês quando me mudei para o apartamento onde moro atualmente, na zona sul de São José dos Campos. São 50 minutos de aula diária, cinco vezes por semana. No momento eu não estou estudando, mas tive que usar todos os meus conhecimentos (Oh God!) para conversar com um novo amigo que veio da Alemanha para trabalhar algum tempo em uma das empresas aqui na cidade. Foi sim a primeira vez que tive contato com uma pessoa que não fala nada em português, então, dessa vez não tinha como dar nenhum "jeitinho brasileiro" haha
       Fomos em um ótimo restaurante árabe aqui da cidade que, aliás, foi o primeiro restaurante que eu conheci quando vim pra cá. Meu favorito, o Al Badah. Uma brasileira e um alemão conversando em inglês. It's ok! Foi dramático pra mim. Entrei no restaurante perguntando a mim mesma o porquê de eu ter saído de casa...haha Ele pediu o cardápio e o garçom trouxe dois cardápios em inglês, aí eu disse que pra mim não era preciso. O garçom me olhou aliviado e disse: Que bom! Assim você me ajuda! 
        Eu olhei pro garçom e pensei: Moço, eu que preciso de ajuda, please!
Enquanto ele tentava me perguntar coisas, eu tentava entender as perguntas através daquele sotaque alemão, uma fala um tanto rude para o padrão brasileiro. Graças a Deus chegou logo a refeição pra manter as bocas ocupadas. Eu fiquei extremamente desconfortável e nervosa, e acho que foi o motivo pelo qual eu já não conseguia formar nem a mais simples das frases...sumiu tudo da minha cabeça.
Finalmente acabamos de jantar e fomos embora, andando pelas redondezas até chegar a um ponto, quando eu disse que ficaria esperando o próximo ônibus pra minha casa. Nos despedimos meio sem jeito e ele seguiu seu caminho.
      Sentei aliviada e fiquei ali, pensando em tudo que tinha acontecido e todo aquele desastre de inglês que eu falei. Logo voltamos a conversar pelo WhatsApp. Eu disse a ele que eu já tinha avisado anteriormente que o meu inglês era meio ruim (#jessicasuave) e ele disse que gostou de me conhecer mesmo assim. Ufa! Achei que ele tinha odiado... as coisas saíram melhores do que eu pensei!
       Nos encontramos outras vezes e parece que entramos em uma sintonia, encontramos o nosso ponto de equilíbrio. Ele começou a conversar coisas mais simples, falando mais pausadamente, repetindo algumas vezes, se certificando que eu entendi o que ele quis dizer. Nos adaptamos um ao outro. Escrevendo até que me saio bem, mas eu tenho uma grande dificuldade em entender quando eu ouço. Bem, isso melhorou um pouco com a presença dele na minha vida durante esses dias, com aquele sotaque. Eu sinto que minha compreensão deu uma melhorada boa. (#jessicaotimista)
       Conseguimos conversar mais sobre vários assuntos e até fizemos pequenas piadinhas (inclusive  sobre o 7x1 da Alemanha no Brasil, óbvio!). Eu algum momento eu acabei falando com ele em português, sem querer, então ele falou comigo em alemão. Olhei espantada e perguntei "What?". Ele disse, em inglês: Você falou em português, eu falei em alemão. Nossas três linguagens, concluí!
       Quando eu disse que ele me ajudou a derrubar os muros que me limitam, eu me referia a isso, a essa reviravolta que ele causou. Apesar de todas as dificuldades para compreender outro idioma, eu experimentei, eu fui lá quebrar a cara um pouquinho e vi que nem é tão impossível assim. É difícil, dá meio que um ~desesperozinho~ na hora de falar, mas se for bom, ok. Se não, serve de experiência e não deixa de ser um aprendizado, porque com isso tudo, eu aprendi novas palavras e expressões também.
      Cada situação difícil e louca como essa acaba fazendo a gente amadurecer mais um pouco, perder o medo de viver intensamente, a grande lição de Como eu era antes de você. Alguns pensamentos mudaram e apesar do frio na barriga, quero viver hoje. Não vou mais adiar a felicidade!

domingo, 3 de julho de 2016

O muro de Berlim dentro de mim

        Tem uma música dos Engenheiros do Hawaii que se chama Alívio Imediato e um dos trechos diz assim:
"Há um muro de concreto entre nossos lábios 
Há um muro de Berlin dentro de mim 
Tudo se divide todos se separam 
A diferença é o que temos em comum"
       Essa canção fala sobre um problema político da época em que foi composta, e eu? Eu gostava bastante das aulas História! Uma pena que não me dediquei muito à elas (adolescentes...), mas se eu pudesse certamente voltaria àquelas aulas porque tive uma professora incrível, a Beth, o tipo de professora que te faz gostar da matéria. Contava histórias como ninguém! Pois então... a Alemanha é o país onde aconteceram as histórias mais marcantes, pelo menos pra mim. Uma das coisas que mais me chocaram e que sempre despertou a minha curiosidade é o holocausto, o nazismo, as grandes guerras. Eu olho pra trás e vejo o quanto as pessoas podem ser cruéis. Vejo que o preconceito tão discutido nos dias de hoje através das redes sociais não é algo novo e já matou milhões de pessoas no mundo.
     Desde sempre as pessoas tem se colocado em "categorias" que separam os supostamente diferentes e unem os supostamente iguais.
Ricos e pobres.
Brancos e negros.
Orientais e ocidentais.
Capitalistas e socialistas.
Eu e você.
       Eu passei esse tempo todo da minha vida morando em uma cidade do interior. Não tinha cinema na cidade e eu sempre fui apaixonada por filmes. Irônico isso, não? Apesar dessa paixão pelo cinema eu nunca tive a oportunidade de fazer um curso de inglês e isso, pra mim, era um grande muro que me separava dos meus sonhos. Eu queria estudar cinema! Eu gostaria de conhecer aqueles lindos lugares que eu via nos filmes, mas não me via conseguindo realizar isso pela falta do inglês. Bem, se eu ainda morasse lá, até hoje não teria feito o curso de inglês! Ainda bem que isso mudou...
     Um dia me cansei daquela mesmice. Eu me sentia um peixe preso em um pequeno aquário de frente para o oceano... querendo estar no imenso oceano. Livre. Fazendo grandes descobertas. Vivendo diversas aventuras.
     Assim que a oportunidade surgiu eu fiz o concurso, passei e saí da cidadezinha do interior. (Leia sobre essa mudança aqui, aqui e aqui) Eu estava agora em São José dos Campos, uma cidade movida pelas empresas que miram o universo, que fazem aviões e foguetes, que olham pra cima, para o céu, o limite, como dizem por aí...
No meio de tanta tecnologia, eu percebi que esse muro que havia dentro de mim (e fora criado por mim), separando aquela menina do interior do resto do mundo precisava cair. Assim como o muro de Berlim. Eu comecei a derrubar o muro que havia dentro de mim...
       Agora nada mais parece impossível. Não existe mais nenhum muro que me separe do resto do mundo. Eu sinto que posso ir para qualquer lugar e quem me ajudou a ver isso e quebrar o último pedacinho desse muro foi um amigo alemão. Sim, eu conheci alguém que mora do outro lado do oceano, em um outro país, em um outro continente, com um outro fuso horário, outro idioma, outra cultura.
      Escolhi parar de olhar as diferenças e focar no que temos em comum. Decidi transformar os muros em pontes. Muros são prisões. Pontes são o caminho da liberdade.

Esse texto terá continuação...

terça-feira, 28 de junho de 2016

D.I.Y.: Como fazer uma painel de crepom torcido

     Oi gente!
     O post de hoje é sobre festa, cores e faço você mesmo. Sim. Hoje vou mostrar pra vocês como eu fiz o "painel" com papel crepom torcido.
       A primeira vez que fiz foi no aniversário do meu sobrinho João Miguel, em março, para a festinha com tema "dinossauros". Usando verde claro e verde escuro, o efeito foi surpreendente e muitas pessoas perguntaram onde eu comprei, como eu fiz, se o papel já vinha "torcido". Foi aí que eu decidi que no aniversário da Anna Júlia, em maio, eu iria fotografar a montagem para mostrar aqui no blog.
      No aniversário do João eu gastei 2 rolos de papel crepom, um de cada cor, cola quente e fita adesiva transparente. Gastei no máximo R$5. Já no aniversário da Anna Júlia eu coloquei as tiras mais pertinho uma da outra, então usei 2 rolos de papel crepom de cada cor (mas sobrou um pouco do papel), cola quente e fita adesiva transparente. O gasto foi algo entre R$7 e R$10. Além desses materiais você vai precisar de uma boa tesoura.
       Existe um papel crepom que é um pouco mais "durinho" que o outro. Prefira esse na hora que for comprar, pois ele dá um acabamento melhor, já que é mais firme.
Vamos lá?
    O primeiro passo é escolher as cores. Você pode escolher quantas cores preferir, é só ir intercalando as cores escolhidas. O papel crepom vem em rolos de 48cm de largura, porém ele tem 2m (Isso mesmo, DOIS metro) enroladinhos ali. Você define a largura da tira que você quer e corta. Eu marcava mais ou menos uns dois dedos, nada muito exato.
       Com todo o crepom cortado eu comecei a colar as pontas de cada tira em uma fita adesiva transparente... até ficar do tamanho necessário para "cobrir" o espaço na parede, lembrando que quando você desenrolar o crepom, seu painel terá 2 metros de altura!
Tudo colado é hora de virar a fita para dar o acabamento.
       Agora você precisará da ajuda de outra pessoa para colar essa fita na parede. Depois de ter certeza da altura e garantir que não está torto, cole a fita adesiva na parede usando cola quente.
Com a parte superior fixada na parede, comece a desenrolar as tiras que ainda não desenrolaram sozinhas e a mágica começará a acontecer...
       Para fazer o efeito "torcido", primeiro eu fixei fita adesiva na parede (da mesma forma que fixei a parte de cima, com cola quente) e fui fazendo a torção das tiras e colando uma a uma nessa fita adesiva usando cola quente. Essa é a parte mais trabalhosa, porém é quando começa a dar o efeito desejado.
       O importante é "torcer" as tiras sempre no mesmo sentido (ou não, você escolhe! haha)
No final vai ficar assim!
       Bom, eu achei algo bem simples, fácil de fazer, dá um efeito super bacana nas fotos e é muito barato.
       O que vocês acharam? Essa ideia eu encontrei pela internet e decidi experimentar. Deu certo e eu decidi compartilhar o meu jeito de fazer com vocês!
       Deixem seus comentários!

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