quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Chorando em Berlim


        Eu tinha acabado de comprar o smartphone e ainda não sabia configurar direito a câmera, então as fotos saíram invertidas [haha], mas essa foi minha primeira foto em solo alemão, ainda no aeroporto Schönefeld. Nesse dia eu chorei sozinha. 
       Assim que coloquei meus pés pra fora do aeroporto eu me perguntei: E agora, Jéssica?

      Essa viagem era inicialmente pra ser apenas para Londres (setembro de 2016), porém, aos 45’ do segundo tempo eu alterei um pouco a rota. Lembro que era sábado à noite e eu estava em casa imprimindo os últimos documentos antes da viagem, que seria no dia seguinte, domingo. Eu, em meio ao caos pré viagem, com mala ainda por terminar, decidi comprar umas passagens de avião, ida e volta, para Berlim. Seriam apenas dois dias na cidade… não poderia ser tão ruim, e na pior das hipóteses, eu poderia ficar no quarto do hostel chorando.

       O meu maior medo era a questão do idioma… em inglês eu até me viro, mas, alemão? 

       Bem. Vocês perceberam que o idioma não me impede de ousar, né?
      Vi a passagem… 300 reais ida e volta Londres X Berlim… hostel com preço bacana… comprei! Bora pra Berlim!!!

       Minha paixãozinha por Berlim se deve à minha paixãozinha por História, mas especificamente a Segunda Guerra Mundial. As pessoas mais próximas sabem que coleciono livros sobre esse tema e leio bastante. Acho que é uma parte das mais chocantes da história do mundo e é claro que eu queria ver com meus próprios olhos o que eu li em tantos livros.
       Voltando ao aeroporto. Eu já sabia todo o trajeto até o hostel. Eu só tinha que ir para a estação de trem, mas… cadê a estação?
      Eu demorei pra encontrar a estação. Foi me dando um mini desespero de ver tantas placas em alemão e eu sem entender nadinha. Depois de olhar por alguns minutos para o horizonte à procura de tal estação, percebi um pessoal indo para um determinado lugar. O que eu fiz? Segui o fluxo. Finalmente cheguei à estação, mas se está fácil você está fazendo errado, né? Lá só tem máquinas pra comprar o ticket. Máquinas que dão uma quantia limitada de troco, e eu com uma nota de 100 euros. Foi nessa hora que eu chorei. Chorei e tive que voltar ao aeroporto para trocar o dinheiro. Estava calor e eu estava cansada. Eu voltei, comprei chocolate e uma garrafa de água, afinal, depois dessa andança toda eu já estava quase desidratada.
      Voltei com meus euros trocadinhos, cheia das moedas, e comprei o ticket. Validei o ticket. Fui para o hostel e me joguei na cama.  Ainda era dia e fui explorar as redondezas e comprar algo para comer, mas isso aí já é outra história...
     A história dessa viagem não acaba aqui, mas essa foto aí em cima representa isso tudo que escrevi. Representa a Jéssica que é corajosa e que ao mesmo tempo tem medo, mas que olha pro medo e ri na cara dele, porque ela é dessas!

terça-feira, 11 de setembro de 2018

GAME OVER

Então todos aqueles risos serão apenas (boas) lembranças. 
As piadas internas, apenas memórias.
Aquela vontade imediatista de contar uma novidade, dividir uma descoberta fabulosa sobre a vida, ou apenas sobre a máquina de lavar.
Aquele abraço abrigo amigo que desafia as leis da física. 
Aquele mergulho na profundidade dos olhos do outro.
Aquele desnudar de alma onde o outro te vê simples como és.
A vida aconteceu e mudou tudo isso. 
O que era rotina foi virando exceção .
Já existiam pouquíssimas cópias de nós no mundo.
Hoje tem uma a menos. Nós a menos.
Chegamos ao "Game Over". E sem perspectivas do "to be continued"

O que aconteceu com a gente? Alguém pergunta.
- A vida aconteceu.


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Seis Meses Depois...

       Oi.
      Vim tirar a poeira desse lugar. 
     Já faz bastante tempo que não escrevo, não é mesmo? Eu sei. Passei seis meses longe...meio ano!  Garanto que alguns até pensaram que eu tinha abandonado esse barco, não é?  Bem, não abandonei o barco não. Eu só precisava mesmo de um tempo pra mim. Esse primeiro semestre do meu 2018 foi meio coisado...

      Desde que criei o blog a minha vida mudou bastante e meu tempo disponível diminuiu na mesma proporção. Me afastei um pouco porque eu não tinha forças, nem motivação, nem inspiração para escrever. Eu pensei em deixar tudo para trás mesmo... mas não deixei! O blog é meu lugar.
    Esse tempo longe foi bom para me reorganizar, olhar mais pra dentro de mim e ver as novas possibilidades. Uma das coisas mais legais que fiz nesse tempo distante do blog foi adotar um miau. Sim! Agora sou uma mãe de gato e estou aqui. Estou de volta!